feminismo
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Você sabe o que é feminismo? É hora de desmistificar o conceito e entendê-lo!

Uma série de discussões permeiam a sociedade nos dias de hoje. Entre elas, o direito das mulheres e o feminismo são temas de bastante destaque e relevância quando se fala sobre minorias e diferenças sociais.

O feminismo vem sendo tão amplamente discutido que, em 2015, virou tema da redação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), avaliação mais importante aplicada os alunos do ensino médio brasileiro, que inclusive substitui o vestibular em várias instituições.

Mas você sabe o que esse conceito significa e as suas implicações no mundo? Nesse artigo, a Risü esclarece vários tópicos desse movimento.

O que é o feminismo?

Feminismo é igualdade entre gêneros

Movimento social nascido em no século XIX, basicamente o feminismo é uma ideologia que busca igualdade de oportunidades, acesso e direitos entre homens e mulheres.

Feminismo é o oposto de machismo?

Embora, à primeira vista os dois termos pareçam representar coisas opostas, isso não é verdade. O machismo coloca os homens em posição superior, criando uma cultura de opressão e violência em que as mulheres são vistas como menores. Algo semelhante ao que acontece com o racismo.

Já o feminismo trabalha a ideia de igualdade, sem disputas ou brigas, pregando-se os mesmos direitos para ambos.

Principais conquistas

feminismo luta

Se você celebra o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, provavelmente já ouviu falar sobre a história das operárias estadunidenses que, na mesma data, em 1857, fizeram uma manifestação na fábrica de tecidos em que trabalhavam, reivindicando melhores condições, redução da jornada e licença maternidade.

Duramente reprimido, o movimento acabou em morte: um incêndio levou a vida de mais de 100 operárias.

Em homenagem a esse dia, a data nos lembra a importância de lutar por mãos direitos. Nesses anos, movimentos feministas ao redor do mundo geraram conquistas importantes.

Esse foi o primeiro grande momento da luta feminista, que buscava direito ao trabalho, voto, divórcio em educação. O segundo veio por volta de 1960, discutindo a liberdade sexual feminina. Já nos anos 1970, o movimento começa a ganhar caráter de sindicato.

Conheça algumas das principais conquistas ao longo desses anos:

1870

Pela primeira vez, na França, as mulheres podem frequentar escolas de medicina.

1874

É criada, na Rússia, uma Universidade Feminina.

1893

A Nova Zelândia é o primeiro país do mundo a liberar o voto para as mulheres, em uma eleição nacional. A autorização foi concedida após anos de reuniões, realizadas por meio de um movimento liderado por Kate Sheppard.

1923

No Japão, atletas femininas passam a poder frequentar academias de artes marciais.

1948

Feminismo atleta russa

Fanny Blankers-Koen, atleta holandesa de 30 anos, conquista quatro medalhas de ouro nas olimpíadas, superando os atletas masculinos.

1949

Ano em que são criados os Jogos de Primavera, também conhecidos como Olimpíadas Femininas.

Simone de Beauvoir, escritora francesa, analisa a condição de vida das mulheres no livro publicado nesse ano, “O segundo sexo”.

1951

A Organização Internacional do Trabalho aprova igualdade de remuneração para homens e mulheres que exerçam a mesma função em uma empresa.

1974

feminismo - Isabel Perón

Isabel Perón é a primeira mulher do mundo a se eleger presidente, nas eleições da Argentina.

1983

As mulheres ganham o espaço representadas por Sally Ride, primeira astronauta do mundo.

2005

Angela Merkel é a primeira mulher da história da Alemanha a ocupar o cargo de chanceler.

Feminismo no Brasil

No Brasil, o movimento também teve início no século XIX, lutando pelo direito ao voto e educação e a abolição da escravatura. A opressão acompanha a miséria e diferenças sociais do país, que relegavam às mulheres negras o papel de escravas e às brancas, as tarefas do lar.

Ainda no período imperial, a escritora Nísia Floresta Augusta foi uma das precursoras do movimento no Brasil, na época em que a educação feminina passou a ser oficialmente reconhecida.

Ele escreveu diversos artigos sobre questões importantes para o feminismo e fundou a primeira escola para meninas no Rio Grande do Sul e depois no Rio de Janeiro.

Com a força e inteligência de muitas mulheres, o movimento alcançou importantes conquistas:

1822

Maria Leopoldina, imperatriz do Brasil, exerce a regência, substituindo Dom Pedro I (que estava em viagem). É ela quem exige que o imperador proclame a independência do país.

1879

Governo autoriza as mulheres a estudarem em escolas de Ensino Superior, embora aquelas que optassem por estudar fossem criticadas pela sociedade.

1885

Chiquinha Gonzaga rege “A corte na roça” e é a primeira mulher a comandar uma orquestra no Brasil.

1887

Rita Lobato Velho forma-se como primeira médica brasileira.

1927

No Rio Grande do Norte, o governador Juvenal Lamartine autoriza o voto feminino. No dia 25 de novembro as mulheres votam pela primeira vez no país (e na América Latina).

1932

Um novo código eleitoral, promulgado por Getúlio Vargas, autoriza de forma oficial o voto feminino.

1933

Carlota Pereira de Queiroz é a única mulher eleita para a Assembleia Constituinte, à época formada por 214 deputados.

1960

Feminismo - Maria Esther Bueno

A tenista Maria Esther Andion Bueno é a primeira mulher a vencer os quatros torneios do Grand Slam.

1979

Eunice Michilles torna-se a primeira senadora brasileira, ocupando o cargo após falecimento do senador efetivo.

1983

Minas Gerais e São Paulo criam os primeiros conselhos da condição feminina, visão estruturar políticas públicas voltadas para as mulheres.

1985

São Paulo ganha a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher. Também é aprovado projeto de lei para a criação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.

1994

Roseana Sarney é a primeira mulher a se eleger governadora estadual no país.

1996

A Academia Brasileira de Letras é liderada por uma mulher – Nélida Piñon – pela primeira vez na história.

2006

É a provada a Lei Maria da Penha, com objetivo de punir com mais rigor os crimes de violência doméstica.

E quais os objetivos agora?

Com tantas conquistas, é possível que muita gente pense que mulheres e homens já ocupam o mesmo espaço na sociedade. Infelizmente, essa ainda não é uma realidade. Por isso, os movimentos continuam a sua luta por igualdade.

Embora existam leis punitivas, os homens continuam submetendo as mulheres à violência física e psicológica. As mulheres não são objetos e isso precisa mudar.

Uma pesquisa realizada em 2016 pelo Instituto Datafolha aponta que um em cada três brasileiros acredita que a culpa de um assédio acontecer é da própria vítima. Essa situação precisa acabar. As mulheres não são culpadas pelos abusos sofridos – um estupro a cada 11 minutos, isso sem contar os casos não registrados ou situação de assédio moral.

O feminismo também continua lutando pelo direito à escolha: ter ou não filhos, casar ou não, seguir ou não padrões de beleza. Tudo isso deve ser decidido de forma individual, sem que a mulher seja considerada inferior. Muitas ainda precisam justificar o cabelo curto ou a opção de não ser mãe, não sendo vistas como “mulheres de verdade”.  A luta, agora, é pelo real empoderamento feminino, tema amplamente abordado por várias ONGs.

Marcas da violência

O machismo ainda mata muitas mulheres todos os dias. Além dos estupros, os homens ainda se sentem no direito de tirar a vida de uma mulher.

A taxa de feminicídio no Brasil é a quinta maior do mundo. Entre 1980 e 2013, 106.093 pessoas morreram por sua condição de ser mulher. E as mulheres negras ainda são as principais atingidas por essa violência.

Vários países do mundo permitem, entre outras práticas, o casamento com meninas – isso mesmo, crianças! – e a mutilação genital feminina. Realidades que necessitam de uma solução urgente.

Ícones do feminismo

As mudanças que beneficiam mulheres em todo o mundo foram conquistadas a partir da luta de muitos movimentos. Mas alguns nomes se destacam pela sua perseverança e relevância à causa. Conheça 3 dessas pessoas:

Frida Kahlo

Feminismo - Frida Kahlo

Intensa, autêntica e transgressora, Frida Kahlo foi uma mulher à frente do seu tempo. Um dos principais ícones do feminismo, a pintora mexicana sempre retratou, em seus quadros, o corpo e a sexualidade feminina.

As suas famosas sobrancelhas também refletem a personalidade forte, de uma mulher que nunca ligou para os padrões estéticos e sempre fez questão de demonstrar sua independência pessoal e econômica.

Pagu

Feminismo - PaguPseudônimo de Patrícia Rehder Galvão, Pagu foi uma escritora brasileira com importante militância na política brasileira.

Um dos destaques do movimento modernista, foi a primeira mulher do país presa por razões políticas. Embora tivesse origem burguesa, abandou sua classe social e juntou-se ao partido comunista, sendo presa mais de 20 vezes.

Judith Butler

feminismo - Judith ButlerFilósofa estadunidense, é uma das principais teóricas do feminismo contemporâneo.

Professora do departamento de retórica e literatura comparada da Universidade da Califórnia em Berkeley, ela fundou a Teoria Queer, que aponta os papéis de cada gênero como uma construção social, e não biológica.

E o humanismo?

Nas várias discussões sobre o tema na internet, o argumento do humanismo costuma aparecer frequentemente. Diferente do machismo – que é a opressão masculina, e do feminismo – movimento de igualdade entre os sexos, o humanismo é um sistema filosófico que coloca os seres humanos como o centro de importância do mundo. O humanismo não é um movimento social ou político, por isso está bem distante dos conceitos de machismo e feminismo.

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