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Mosquito palha | Como manter longe o transmissor da Leishmaniose canina

Perda de peso, anemia, diarreia e feridas que insistem em não cicatrizar. Esses são alguns dos sintomas da leishmaniose, doença que ainda é foco de preocupação no Brasil, embora a sua ocorrência tenha diminuído nos últimos anos. O mosquito palha, conhecido também como birigui ou cangalha, é o responsável pela proliferação da doença, que é mais comum em locais sem saneamento básico.

Com graves sintomas, a leishmaniose pode ser fatal para o cão – e também para humanos – e a prevenção ainda é a melhor forma de cuidar da doença, por isso é importante combater o mosquito palha e acabar com focos de contaminação.

Para equilibrar esse assunto tão sério, deixamos aqui uma sugestão de leitura mais leve e divertida: a nossa seleção dos cães mais fofos do mundo. Confira a nossa lista e veja se concorda se esses são mesmo os cachorros mais bonitos.

Entenda como o mosquito palha prolifera a doença

mosquito palha

O mosquito palha é um inseto pequeno, de cor amarelada e com asas estreitas em formato de lança, e é responsável pela transmissão da leishmaniose.

A transmissão da doença, que é causada por protozoários, se dá por meio da picada de um mosquito palha que esteja portando o parasita. Nesse caso, é chamado de inseto vetor.

É importante ressaltar que a doença não é passada de um animal para outro, nem de um animal para uma pessoa, mas quando o cachorro está doente, ele é um hospedeiro da leishmaniose, e a contaminação pela picada pode acontecer facilmente.

O que é leishmaniose?

A leishmaniose é uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca sintomas graves em animais e seres humanos.

Existem dois tipos: uma é leishmaniose tegumentar ou cutânea, que se caracteriza por feridas na pele e, quando a enfermidade está disseminada, as úlceras são acompanhadas de calafrio e mal-estar. Atinge homens e mulheres de todas as idades.

A leishmaniose visceral, também chamada de calazar, é uma das doenças mais comuns no Brasil, contaminando animais domésticos, seres humanos e até roedores.

Nesse texto, vamos focar na leishmaniose visceral canina.

Quais são os sintomas da leishmaniose?

Transmitida pelo mosquito palha, a leishmaniose pode demorar alguns meses para dar sinal, mas os principais sintomas são:

  • Perda de peso,
  • Pelagem opaca,
  • Úlceras e ferimentos cutâneos,
  • Anemia,
  • Desânimo,
  • Perda de apetite,
  • Diarreia,
  • Vômitos,
  • Seborreia,
  • Unhas crescendo de forma exagerada,
  • Inchaço abdominal,
  • Atrofia muscular,
  • Conjuntivite,
  • Descamação da pele,
  • Complicações no fígado e no baço (em estágios mais avançados).

A melhor maneira de identificar se seu pet está com leishmaniose é leva-lo ao veterinário periodicamente. Somente os exames corretos podem dar um diagnóstico preciso da doença.

Leve seu animal imediatamente a uma clínica, caso desconfie que esse problema possa estar acontecendo.

Muitos animais adoecem e morrem nas ruas sem qualquer cuidado. Você pode ajudar a transformar essa realidade, adotando seu próximo pet. A sua casa ganha um novo amigo e ele ganha uma nova oportunidade. Clique aqui e saiba como o processo de adoção.

Leishmaniose tem cura?

mosquito palha cão

Os seres humanos infectados pela doença recebem tratamento gratuito na rede pública de saúde, entretanto, para os animais, a leishmaniose costuma ser fatal.

A legislação brasileira proibia o tratamento de animais com medicamento de uso humano, alegando que o protozoário causador da infecção ficaria mais resistente à droga, diminuindo a eficácia dos remédios nas pessoas enfermas.

Assim, o destino para a maioria dos pets picados pelo mosquito palha e infectados era a eutanásia.

Mas a discussão em torno desse assunto ganhou cada vez mais força e os protetorais de animais buscaram alternativas, alegando que o sacrifício de cães e gatos não diminui a incidência da doença, já que o mosquito palha é o grande responsável pela proliferação da leishmaniose.

Mudanças na regulação autoriza tratamento de animais doentes

Depois de muita discussão sobre o tratamento ou não de cachorros infectados, em 2016 o Ministério da Saúde e Agropecuária autorizou a comercialização do Milforan, aqui no Brasil.

Esse é um dos principais medicamentos utilizados na Europa e possui resultados eficientes no estado clínico dos pets. A droga não cura, mas controla a doença

Mais recentemente, em abril de 2018, chegou ao mercado brasileiro um novo medicamento, à base de miltefosina. A solução é administrada por via oral, durante 28 dias, eliminando os parasitas do pet, que deixa de ser hospedeiro da doença.

Porém, o medicamento é caro. Uma caixa com 30 ml do produto custa a partir de R$ 728, por isso a melhor opção ainda é combater o mosquito-palha e evitar a possibilidade de infeção.

Os animais que não possuem tutores e um lar, são os que mais sofrem com a possibilidade de doenças. As ONGs de proteção animal ajudam a oferecer uma qualidade de vida melhor para cães e gatos de rua, mas precisam de suporte. Veja, aqui, como você pode contribuir.

Coleira Scalibor: Proteja seu cachorro contra o mosquito palha

mosquito palha scalibor

Defendendo a ideia de que a prevenção é o melhor remédio contra a leishmaniose visceral canina, a coleira Scalibor é um produto eficiente, que mantém o mosquito palha longe do seu cachorro.

Além de proteger contra o mosquito transmissor de parasitas, afasta as moscas e auxilia no controle de outras pragas, como pulgas e carrapatos.

O funcionamento é muito simples. Basta colocar a coleira no pescoço do seu bichinho. Imediatamente será liberada a Deltametrina – princípio ativo do produto, que se distribui por todo o corpo do cachorro.

A eficiência máxima da coleira contra o mosquito-palha e outros parasitas demora de 2 a 3 semanas para ser atingida. Esse é o tempo que o produto gasta para se espalhar pela pele do pet, sem correr o risco de evaporar.

A melhor parte é que a Scalibor funciona por até 4 meses e o preço fica na faixa de R$ 50 a R$ 65, dependendo do tamanho escolhido.

Como combater o mosquito palha e evitar a leishmaniose?

Assim como já foi dito anteriormente, o grande vilão nos casos de leishmaniose viral é o mosquito palha e não o cachorro.

O birigui está muito presente em regiões de vegetação densa, com florestas e arbustos. Mas as transformações humanas no meio ambiente trouxeram o inseto para o cenário urbano, onde preferem locais úmidos e escuros.

Como se alimentam de sangue, picam animais e seres humanos, o que faz com que todo o problema com os parasitas se multiplique nas áreas em que esses insetos vivem.

Ao contrário do Aedes egypt (transmissor da dengue), que gosta de água limpa e parada, o mosquito palha se reproduz em meio a material orgânico, como lixo úmido.

Confira, agora, x maneiras de se prevenir contra o mosquito palha e a leishmaniose:

1.      Manter condições mínimas de higiene e saneamento básico

Locais que acumulam resíduos orgânicos criam o ambiente perfeito para o mosquito-palha se reproduzir, por isso é importante manter uma rotina básica de limpeza.

Não acumule lixo em casa, nem jogue nada em terrenos baldios. Cobre dos governos locais o controle da vegetação e o tratamento adequado de esgotos. Cada um deve fazer a sua parte para manter a cidade limpa.

2.      Usar tela contra insetos

Casas localizadas em região de mata devem ter telas instaladas em todas as janelas. Mas elas devem ter a trama bem fininha, já que o inseto é muito pequeno, medindo de 2 a 3 milímetros, e consegue passar no espaço das telas comuns.

3.      Não levar o cachorro para passear à noite ou em locais de mata

O mosquito palha tem hábitos noturnos, por isso evite passear com seu cachorro nesse horário.

Prefira, ainda, locais limpos e sem condições que favoreçam seu desenvolvimento, como parques e matas com muita vegetação.

4.      Usar repelentes em locais de proliferação

Se for viajar para locais com maior incidência do mosquito palha, lembre-se de levar um repelente e aplicar por todo o corpo.

Reforce o produto de acordo com as indicações do rótulo e esteja atento ao prazo garantido de proteção. Uma única picada é suficiente para a transmissão.

5.      Usar inseticidas em locais de alta incidência do mosquito-palha

O uso de inseticidas que contenham permetrina ou deltrametrina também é recomendado nos locais em que o mosquito é comum. Lembrando que o uso deve seguir as recomendações do produto e sempre com muito cuidado, já que algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas.

Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose

Em 2012, foi publicada uma lei que institui a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose.

O evento é realizado todos os anos, sempre no mês de agosto, promovendo ações nacionais para prevenção da doença, como a promoção de debates e palestras educativas sobre as políticas públicas de controle da leishmaniose.

Discutir a doença e seus tratamentos é fundamental, já que 90% das ocorrências de leishmaniose na América Latina acontecem no Brasil e o país ainda é um dos poucos que vê a eutanásia como a principal solução para animais infectados.

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