Como criar um bom plano de ação para captação de recursos
Marketing para o Terceiro Setor

Como criar um bom plano de ação para captação de recursos? Dicas práticas para implementar na ONG

Depois de passar por uma crise econômica que atingiu o país inteiro, o Brasil ainda sente uma certa lentidão na economia, com problemas como desemprego e menor capacidade de compras.

A crise também chegou às organizações sociais, que, apesar de não buscarem o lucro, viram o volume de doações cair nos últimos anos, já que empresas e famílias faziam de tudo para equilibrar o orçamento.

O Brasil está se recuperando lentamente, com previsão de crescimento do PIB em 2% em 2019. Mas agora é o momento de desenvolver um plano de ação para captação de recursos, para que a ONG volte a fazer mais arrecadações e possa continuar seu trabalho social.

Neste artigo, a Risü apresenta as principais estratégias na elaboração de um plano de captação e porque é tão importante se planejar de forma profissional.

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Qual a importância de elaborar um plano de ação para captação de recursos?

homem olhando para o plano de ação

Há algum tempo, as instituições do terceiro setor deixaram de ser vistos como um grupo de pessoas interessadas em caridade e viraram verdadeiros agentes de transformação da comunidade, com impacto social e muita relevância.

Para que essas mudanças sejam de fato efetivas, a ONG precisa arrecadar recursos suficientes para cobrir seus custos de manutenção e investir em ações e projetos e isso demanda o apoio de pessoas e empresas parceiras, por meio de doações.

E até dá para trabalhar a arrecadação desses recursos de forma aleatória, mas esse não é o caminho adequado, já que os resultados podem não ser como esperados.

Se a sua ONG almeja profissionalismo e quer alcançar todas as metas propostas, é necessário fazer um bom plano de ação para captação de recursos, separando todas as etapas – desde o planejamento até a execução – e definindo quais estratégias devem ser realizadas.

O plano de ação é importante para qualquer empresa, pois ajuda a definir um ponto a se chegar e qual caminho trilhar. Acredite: a sua ONG também precisa de um!

O que é um plano de ação?

Como o próprio nome diz, é um planejamento das ações que a instituição deve executar para alcançar um determinado objetivo.

No caso das ONGs, é preciso elaborar um plano de ação para a captação de recursos de forma eficaz, mas também pode ser utilizado em outras situações, como:

  • Processos de redução de custo;
  • Compra de novos equipamentos;
  • Gestão de projetos;
  • Melhoria de processos.

Como criar um planejamento estratégico?

plano de ação estratégico

Toda instituição – incluindo sua ONG – pode criar um planejamento estratégico realmente eficiente e aprimorar a qualidade de todos os processos, incrementando os resultados.

Alguns passos são fundamentais na hora de elaborar o plano de ação para a captação de recursos para a organização.

Faça um diagnóstico de cenário

Antes de começar, avalie como está a sua ONG. Responda perguntas como:

  • Quais são minhas forças?
  • E as fraquezas?
  • Quais são as oportunidades de crescimento?
  • E quais ameaças podem afetar o desenvolvimento da instituição?

Com isso, você consegue identificar os pontos fortes e os pontos fracos, além de avaliar quais ameaças podem ser transformadas em oportunidades.

Analise as outras ONGs da comunidade

Nesse momento, também é importante estudar as ONGs do mesmo segmento ou que estão na mesma localidade.

Veja em quais canais de comunicação elas estão e quais ações tem realizado para captar recursos. Isso pode dar alguns insights sobre o que fazer para arrecadar mais dinheiro para seus projetos ou mesmo de como se aproximar do público de voluntários e doadores.

Defina metas e objetivos

Defina, de forma clara, seus objetivos. Estabeleça metas que possam realmente ser alcançadas, levando em consideração o patamar atual da organização e os recursos que possui (funcionários, voluntários, espaço, etc.).

Essa definição deve estabelecer o que sua ONG quer alcançar e em quanto tempo, só assim será possível acompanhar os resultados. Um exemplo: captar recursos para a construção de uma biblioteca comunitária até dezembro de 2019.

Para facilitar, lembre-se desses cinco conceitos ao elaborar sua meta. Ela deve ser:

  • Específica, sem possibilidade de interpretação ambígua;
  • Mensurável, para ver se foi ou não atingida;
  • Alcançável, como já dito anteriormente;
  • Relevante para a sua causa;
  • Temporal, com prazos bem delimitados.

Estabeleça um cronograma de ações

Se você quer mesmo que o plano de ação para captação de recursos seja efetivo, estabeleça um cronograma com prazos para cada passo.

É importante definir prazos alinhados à ação, nem muito curto, para que não seja feito de forma apressada, nem muito longo, para evitar interferências negativas no resultado final.

Delegue funções

No plano de ações, defina as atividades que serão realizadas e qual funcionário / voluntário será responsável por sua execução e acompanhamento.

Delegue tarefas de acordo com a complexidades e as habilidades de cada um, criando um ciclo funcional e de bons resultados.

Acompanhe a realização das tarefas

Com o plano de ação definido, é importante acompanhar a execução de cada etapa, identificando gargalos e pontos de ajustes.

Se todo o processo for monitorado, é possível adaptar o plano durante sua execução, sem ter surpresas lá na frente, quando o prazo final se encerrar.

6 Estratégias que não podem faltar no plano de captação de recursos

Agora que você já sabe como elaborar um plano de ação para captação de recursos, vamos apresentar algumas ações essenciais para qualquer estratégia.

Com elas, será mais fácil alcançar seus objetivos e incrementar a arrecadação para a sua ONG.

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1.      Alie estratégias online e offline

Em tempos de internet, muitas organizações ficam focadas apenas nas ações de plataformas digitais, o que é um equívoco.

É fundamental pensar na estratégia online, mas ela deve estar alinhada ao que a ONG faz no offline. Assim você cria um mesmo modelo de comunicação e atendimento ao público.

Os canais devem conversar e ter uma mesma identidade para que o público consiga ver que toda essa comunicação é feita pela mesma instituição. Isso fortalece a marca e ajuda a chegar mais perto dos objetivos.

2.      Invista em marketing de conteúdo

O marketing de conteúdo é uma ferramenta importante na estratégia digital. Por meio dele, a marca é encontrada pelo público e não o contrário. Em vez de propagandas invasivas, o próprio usuário acessa as plataformas da instituição em busca de informações.

Para isso, é preciso criar conteúdo relevante, que seja informativo e também educacional, ensinando algo novo para o usuário que acessa esse material, de forma a criar um relacionamento com a sua ONG.

Em nosso artigo sobre marketing de conteúdo, você pode saber os benefícios para a sua instituição que vão além da publicidade.

3.      Cuide do relacionamento com o público

aperto de mãos plano de ação

O relacionamento com o público – o interno e o externo – é essencial para fortalecer sua estratégia.

Aqui, o conceito principal é fidelizar as pessoas, criando defensores da marca. No caso dos funcionários, eles trabalharão com mais engajamento. Já em relação aos voluntários, eles podem continuar dando suporte à ONG em novas oportunidades.

Para cuidar do relacionamento é importante estar presente nos canais adequados de comunicação, monitorar o comportamento do público e aprimorar a experiência com a sua marca.

Confira aqui outras dicas de como implementar marketing de relacionamento na ONG.

4.      Faça eventos voltados para a arrecadação

Inclua no plano de ação para a captação de recursos a realização de eventos. Além de ser um caminho tradicional na arrecadação de dinheiro, os eventos movimentam a comunidade e aproximam a ONG de novos voluntários e doadores.

Alguns exemplos de eventos que podem ser promovidos:

  • Bingos solidários;
  • Shows com artistas locais;
  • Exposições;
  • Bazares;
  • Feiras gastronômicas.

Use a sua criatividade e veja o que funciona melhor na sua região.

5.      Faça uma boa gestão das redes sociais

Não se esqueça, também, de cuidar das redes sociais. Faça uma pesquisa para avaliar em quais dela o seu público está e invista em bom conteúdo.

lembre-se que apenas criar uma página não é fazer gestão de redes sociais. Estabeleça um cronograma de postagens, interaja com os seguidores e use o feedback das pessoas para melhorar os processos internos.

As redes sociais são excelentes para conversar com o público e fortalecer o relacionamento, por meio de uma comunicação aberta e de mão dupla que pode gerar boas ideias para seu planejamento.

6.      Tenha um bom site

O site é o cartão de visitas da instituição na internet. Ele deve ser claro, ter navegação intuitiva e conter as informações mais relevantes para o usuário:

  • Missão, visão e valores;
  • Ações e projetos realizados;
  • Público atendido;
  • Endereço e telefone da sede;
  • Endereço das redes sociais;
  • Como as pessoas podem participar dos projetos;
  • Formas de contribuição online;
  • Prestação de contas;
  • Botão de doações.

Você pode aprimorar seu site e incrementar o plano de ação para captação de recursos com o ÜP, uma ferramenta da Risü que funciona como um botão de doações dentro da sua página.

A plataforma pode ser facilmente integrada ao site e aceita pagamentos com cartões ou boleto, além de possuir ferramentas para acompanhar as doações e recuperar o contato com o doador que desistiu do processo antes de concluir a transação.

Conheça o ÜP e saiba como aumentar suas doações por meio do site.


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