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Liderança de Equipes: Como fazer a gestão dos seus voluntários como um líder do futuro

Manter uma organização social aberta e fazer com que ela cresça é uma tarefa difícil. Exige de seus gestores paciência, inteligência e muito planejamento, já que é preciso lidar com escassez de recursos e muitas necessidades.

Para que esse processo fique mais fácil, é necessária a profissionalização da ONG. Esse processo envolve a inclusão de estratégias de mercado nas práticas do dia a dia, a seleção adequada dos voluntários e funcionários, e a qualificação dos gestores – que farão a liderança de equipes.

O líder do futuro, aquele com competências e habilidades para gerir os subordinados de forma engajada, é uma demanda crescente nas organizações, incluindo as do terceiro setor, e pode ser a figura-chave para o desenvolvimento e modernização da instituição.

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Dados sobre liderança de equipes refletem a importância do líder do futuro nas ONGs

dados liderança de equipes

Embora as organizações sociais não visem ao lucro, elas possuem alto potencial de impacto social e precisam manter sua sustentabilidade para continuarem transformando a sociedade e darem força à causa que abraçam.

A Deloitte Touche Tohmatsu Limited (marca voltada para serviços de auditoria, consultoria e assessoria financeira) realizou uma pesquisa com gestores, questionando sobre os fatores críticos de sucesso de uma empresa, podendo marcar mais de uma opção.

Os resultados ficaram assim:

  • Desenvolvimento de liderança: 76%;
  • Criação de uma cultura de alta performance: 72%;
  • Gerenciamento de talentos: 72%.

Ou seja: não dá mais para pensar em crescimento, sem pensar no papel do líder do futuro.

Impacto social das ONGs está alinhado às principais tendências de mercado

Ainda segundo a Deloitte, em um estudo sobre Capital Humano, as principais tendências nas empresas são, entre outras:

  • Cidadania e impacto social;
  • Ecossistema da força de trabalho indo além da organização;
  • Bem-estar, com estratégia e responsabilidade.

Os resultados mostram que o valor das organizações vai além do desempenho financeiro. Hoje elas são reconhecidas pela forma como engajam as pessoas, pela maneira como impactam a sociedade e pelo suporte que são à comunidade, o que se encaixa perfeitamente nas características das ONGs.

Isso significa que há uma necessidade crescente por instituições que promovam o bem-estar social e consigam, de fato, provocar mudanças em todo o ecossistema social.

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Qual o papel do líder do futuro em uma organização social?

liderança de equipes

As antigas gerações sempre pensavam no chefe (ou patrão) como uma figura rígida, em uma hierarquia pré-definida, sempre com muitas exigências e cobranças. Mas, hoje em dia, o cenário está diferente e já não dá mais para pensar no gestor como uma pessoa pouco flexível e com postura nada amigável.

Nesse contexto, surge o conceito de liderança, que, na contramão do antigo papel de chefia, assume o papel de coordenar as equipes, com motivação, inspiração e muito engajamento.

A principal diferença é que o líder anda ao lado dos liderados, cobrando, sim, por resultados mais significativo, porém, mostrando o melhor caminho a ser trilhado e quais ferramentas podem ser utilizadas para otimizar os processos.

Ele assume para si a responsabilidade pelos erros e compartilha o sucesso, fazendo com que a equipa inteira vista a camisa e adote uma postura mais positiva em relação ao trabalho.

Nas ONGs, essas características são fundamentais para o bom andamento da instituição, já que, muitas vezes, a equipe é composta por voluntários, que dedicam seu tempo sem ter qualquer remuneração em troca.

Assim, criar um ambiente motivador pode ser a chave do sucesso para a organização, garantindo que a equipe trabalhe com mais alegria e dedicação.

Principais características do líder do futuro

Se você quer levar esse tipo de liderança para a sua organização social e transformar o dia a dia da instituição, confira as principais características de um líder do futuro:

Gestão equilibrada

Quando falamos sobre a liderança inspiradora, há quem pense que o chefe deixa de lado seu papel de gestor para se tornar praticamente um colega de trabalho, aquele “amigão” que será flexível e vai fechar os olhos para os erros. Uma ideia bastante equivocada.

O líder do futuro é responsável e sabe enxergar a equipe com empatia, encontrando um ponto de equilíbrio entre seu cargo de chefe e a postura amigável para engajar os liderados.

Nesse sentido, trabalhar bem as emoções é fundamental, já que será necessário conviver com diferentes tipos de profissionais, compreendendo suas necessidades pessoais ao mesmo tempo em que cobra mais resultados.

Incentivador de pessoas

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O líder do futuro é um incentivador de pessoas. Ele encoraja a equipe a ir atrás de novos conhecimentos, se capacitando para enfrentar qualquer desafio e tomar decisões de maneira mais acertada.

Além disso, ele estimular as pessoas a fazerem críticas, dar feedbacks, questionar processos e, assim, contribuir para o crescimento da instituição. Com esse modelo de trabalho, é possível até mesmo ver nascer ideias inovadoras.

Estratégia baseada em dados

Antes de tomar decisões, o líder vai se informar sobre o cenário atual do setor de atuação, buscando tendências, casos de sucesso e informações que respaldem suas escolhas.

Ele vai analisar o comportamento de outras organizações, do público e as formas de buscar recursos para que os projetos funcionem e obtenham máximo sucesso.

Estimula a formação de novos líderes

Nesse modelo de liderança, o gestor está sempre estudando caminhos para o seu crescimento profissional e estimula outras pessoas a fazerem o mesmo.

Com isso, ele incentiva a formação de novos líderes dentro da própria empresa, garantindo mais possibilidades de desenvolvimento.

Capacidade para resolver conflitos

No dia a dia, é comum que surjam conflitos entre os membros da equipe, além de problemas nos processos ou mesmo obstáculos com origem externa.

Para garantir a continuidade dos projetos, o líder do futuro precisa saber lidar com a resolução desses conflitos, que podem até apresentar alto nível de complexidade, sempre com técnicas inovadoras e eficazes.

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7 dicas para gerir a equipe de voluntários como um líder do futuro

Agora que você já sabe a importância de ser um líder do futuro e quais as principais competências para assumir esse papel, confira 7 dicas para aplicar esse modelo de liderança de equipe com os voluntários da ONG.

1.      Forme uma boa equipe de trabalho

O primeiro passo é fazer a escolha adequada dos membros que vão compor a sua equipe. O processo de seleção de voluntários deve focar em profissionais que tenham os mesmos valores que a empresa e características comportamentais que sejam essenciais para o trabalho.

Detalhes técnicos podem ser aprimorados ao longo do tempo, mas o jeito de ser de alguém, dificilmente será mudado.

Analise como o perfil do voluntário pode afetar positiva ou negativamente o restante da equipe e de que maneira ele pode incrementar os resultados desejados.

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2.      Conheça o perfil dos trabalhadores

Entenda qual é o perfil de cada membro da sua equipe, compreendendo suas forças e fraquezas e quais competências possuem.

É possível identificar quatro perfis em um grupo de profissionais: os analíticos, que trabalham com base em dados e informações lógicas; os expressivos; que são mais visionários e querem influenciar outras pessoas; os empreendedores, que amam desafios. E os integradores, que cultivam os relacionamentos interpessoais.

Entender essas características será essencial para delegar funções e atribuir responsabilidades, além de permitir saber com antecedência em quais pessoas dá para confiar em cada tarefa.

3.      Seja um exemplo para a equipe

Para cobrar determinadas posturas da equipe, o líder também precisa adotá-las em sua rotina: pontualidade, bom desempenho, dedicação e compromisso são alguns exemplos de valores importantes para garantir um bom trabalho em equipe.

Assim, você inspira confiança e vai deixar os liderados sempre motivados!

4.      Invista em inteligência emocional

Inteligência emocional é a capacidade de lidar com os próprios sentimentos, visando agir com mais equilíbrio e de maneira benéfica para si e para os outros.

Ao trabalhar a inteligência emocional, o líder será capaz de desenvolver a autoconsciência, sabendo como suas emoções podem afetar o restante da equipe; dificilmente terá uma postura agressiva; e, certamente, será mais empático.

5.      Promova o desenvolvimento de habilidades

Incentive os voluntários a desenvolverem suas competências, promovendo palestras, eventos de capacitação e indicando caminhos para adquirir novos conhecimentos.

Com isso, todo o planejamento e desenvolvimento de estratégias da ONG será feito com base em informações mais técnicas e dados sólidos.

6.      Delegue responsabilidades

É fundamental dividir o trabalho e delegar responsabilidades. Dê autonomia aos profissionais, mas sempre acompanhando como está a execução das tarefas.

Para que isso funcione bem, preste atenção ao item 2, que fala sobre o conhecimento a respeito das equipes.

7.      Saiba como dar feedback

Já ouviu a expressão “elogie em público, critique no privado”? Agir assim é uma maneira simples de ganhar a confiança dos voluntários.

Saiba o momento certo de elogiar e reconhecer as conquistas e, quando for necessário fazer críticas e apontar falhas, chame o liderado para uma conversa particular e, juntos, encontrem soluções para melhorar esses pontos de ajuste.


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