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Os Negócios Sociais e seus Mitos – Risü

Você conhece os Negócios Sociais?

Negócios Sociais são empresas que buscam, primeiramente, gerar impacto social nos ecossistemas em que atuam. Contudo, também, buscam ser economicamente viáveis e sustentáveis, visando, também, o lucro.

Contudo, sabemos que pairam sobre esses negócios alguns mitos que devem ser desmistificados, a fim de que esses negócios, tão benéficos para a sociedade, se prolifere e cause, cada vez mais Impacto Social. Vamos lá?

MITO 1 – Problemas Sociais devem ser resolvidos pelo Governo, não pela Iniciativa Privada, ou por Negócios Sociais.

Sem precisar de maiores delongas, todos nós conhecemos os diversos problemas sociais que o Brasil e o mundo enfrentam hoje. E, principalmente, conhecemos a ineficiência do Governo na resolução destas mazelas. É claro que isso não é uma situação exclusiva do Brasil, até porque problemas sociais estão presentes em todos os países do mundo.

Isso porque o Governo, independentemente de sua nacionalidade, é ineficiente em vários aspectos e, com isso, não possui capacidade suficiente para abarcar e solucionar os problemas que surgem em uma sociedade.

E, diante de todo esse panorama, resta claro, é papel da própria sociedade civil desenvolver soluções criativas e eficientes para a resolução destes problemas.

E qual é a notícia boa? Essa ineficiência do Estado/Governo gera milhares de oportunidades para Empreendedores Sociais. Ou seja, você pode muito bem acomodar-se em sua zona de conforto, e reclamar do Governo.

Mas você também pode optar por sair da zona confortável, se mexer, criar soluções para o problema e transformá-las em oportunidades de negócio.

Bingo! Esse é o nascedouro dos Negócios Sociais.

Empreendedores Sociais enxergam o Estado como a bateria que faz os ponteiros do relógio girarem. Contudo, a composição de um relógio, você sabe, vai muito além da bateria e de seus ponteiros. E são nesses pontos, que não são claros de se enxergar, que estão presentes as melhores oportunidades de se fazer a diferença para o mundo de modo lucrativo.

Eu sei que você está se questionando e, até mesmo, discordando de mim em alguns aspectos. Então eu arremato: Claro, existem problemas sociais que, sim, devem ser resolvidos pelo Governo. Mas isso não pode ser entendido como regra intransponível, até porque, onde o Estado não chega, nós podemos chegar e, lá, existe um mar de oportunidades!

MITO 2 – Empresas com programas de responsabilidade social são consideradas Negócios Sociais

Negócios Sociais, ou Empreendimentos Sociais são aqueles que têm, como razão de existir, o objetivo de resolver um grave problema social. Portanto, o motivo do nascimento de um Negócio Social é a solução de um problema Social/Ambiental.

Como grande exemplo de Negócio Social temos a Risü. Empresa Mineira onde parte do valor das compras dos usuários se transforma em doação para uma Organização Beneficente à escolha dele e ainda oferece descontos em diversas lojas como (Cupom de Desconto Americanas, Cupom de Desconto Netshoes, Cupom de Desconto Dinda, Cupom de Desconto Maxmilhas, Cupom de Desconto Elo7, Cupom de Desconto Submarino, Cupom de Desconto Drogaria Onofre).

Risü - Negócios Sociais

www.risu.com.br – Negócio Social

A razão de existir da Risü é: Expandir o Alcance do Bem e modificar a cultura de doação no Brasil.

Ou seja, a Risü busca facilitar o processo de doação para consumidores online, auxiliando, assim, as ONGs (Associação Quatro Patinhas, Hospital da Baleia, Fundação Gol de Letra, Instituto Eu Quero Viver), que recebem mais doações e passam a ter mais pessoas engajadas com suas causas. A Risü possui fins lucrativos e retém parte do valor da doação para se manter.

Por outro lado, temos como exemplo a Natura, que realiza diversos programas sociais interessantes. A Natura não nasceu para gerar impacto social ou resolver um problema social.

O Objetivo da Natura como empresa, ou seja, a sua razão de existir, é vender perfumes, cosméticos, etc.

Portanto é uma empresa que possui responsabilidade social, mas não é qualificada como Empreendimento Social ou Negócio Social.

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Mito 3 – Negócios Sociais são ONGS – MITO

Negócios sociais são considerados pela grande massa como setor 2,5. Ou seja, não se trata de empresas comuns que visam apenas o Lucro (Segundo Setor) e nem ONGs – Organizações não Governamentais Sem Fins Lucrativos, (Terceiro Setor).

Negócios Sociais são híbridos, são negócios Mutantes. Isso porque são uma mistura do Terceiro Setor com o Segundo Setor. Então, igualmente ao segundo setor, são negócios com fins lucrativos (no teor da palavra) e, igualmente, às ONGS, tem como objeto resolver um problema social.

Mito 4 – Negócios Sociais não possuem fins lucrativos – MITO

Como eu disse acima, Negócios sociais são considerados do Setor 2,5. Ou seja, Empreendimentos Sociais nascem para gerar impacto social de forma perene, mas também lucrativa.

Trata-se de uma empresa, como qualquer outra, que visa o lucro, mas que possui como objetivo principal resolver um grande problema social enfrentado por alguma região.

Em suma, é indispensável que um negócio social ofereça soluções competitivas e lucrativas, que sejam capazes de gerar receita para pagamento de suas contas e lucro suficiente para reinvestimento e crescimento da empresa.

Desta forma, à medida em que gera-se mais lucro, gera-se mais Impacto Social, que por sua vez gerará mais lucro, que também dará origem a mais impacto social, e assim se segue.

Empreendimentos sociais são, em regra, autores de um círculo virtuoso em que todos ganham: a sociedade, o mundo e, também, o empreendedor social.

Mito 5 – Empreendedores Sociais são voluntários e não são remunerados por isso

O Empreendedor social, como qualquer outro empreendedor, precisa ser remunerado para que consiga se sustentar e, também, suas famílias. Normalmente empreendedores sociais realizam, sim, trabalhos voluntários, mas isso se trata de uma característica de pessoas que gostam de fazer bem ao próximo, e não uma forma de fazer negócios.

O Empreendedor social pode buscar faturamento e lucro, mantendo a sustentabilidade econômica de sua empresa e, consequentemente, tornando perene e constante o Impacto que gera.

A conclusão é simples: A pessoa que se limita ao voluntariado deverá, necessariamente, ter uma ocupação remunerada, para que consiga dinheiro para o sustento de sua família. Ou seja, o trabalho voluntário será realizado em horas vagas, e resolverá problemas pontuais, normalmente de carinho e afeto.

Já o Empreendedor Social é remunerado para gerar Impacto Social. Ou seja, trata-se de uma ocupação de vida, uma profissão como qualquer outra, onde sua atribuição é fazer o bem.

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