Palavra muito em voga na atualidade, empoderamento, segundo definição de dicionários, é dar poder a alguém. No feminismo, empoderamento feminino é a consciência coletiva que visa fortalecer as mulheres e a luta pode igualdade de oportunidades entre os gêneros.
O conceito está ganhando tanto espaço na sociedade que, em 2016, o termo empoderamento feminino foi a palavra chave mais buscada na internet, segundo pesquisa sobre tendências visuais divulgada pelo site Shutterstock.
Nesse artigo você vai descobrir mais sobre o que é o empoderamento feminino e quais os seus impactos para as mulheres e toda a sociedade.
Feminismo e empoderamento feminino são a mesma coisa?
Embora flutuem no mesmo universo, os dois conceitos são coisas distintas. Enquanto o empoderamento feminino é esse esforço coletivo de poder – como já dito anteriormente – o feminismo é um movimento político e ideológico que prega a equidade social, trabalhista, sexual, entre outros, de homens e mulheres.
Esses conceitos estão interligados e um é consequência do outro, por isso, é impossível falar de empoderamento feminino, sem associar à imagem do movimento feminista.
Quais ações podem ser consideradas de empoderamento feminino?
O empoderamento pode ser visto como mudanças sociais para acabar com o preconceito. São as pequenas ações cotidianas, chamadas pela escritora e ativista feminista, bell hooks (assim mesmo, só com letras minúsculas, de estratégias de empoderamento.
Essas ações visam a consciência dos problemas que oprimem as mulheres e a criação de mecanismos para combatê-los. A mudança não autocentrada, mas compartilhada. Ao empoderar-se, a mulher passa a ter condições de empoderar aquelas ao seu redor. Também não é a transferência de poder, mas o despertar coletivo para a transformação social.
Em seus próprios espaços, é possível criar formas de desenvolver esse empoderamento. Se você é dona de uma empresa, pode criar vagas para mulheres e manter um ambiente que promova a igualdade salarial e combate ao assédio; já as professoras podem fomentar debates que promovam a reflexão sobre o machismo e brincadeiras opressoras que são tão naturalizadas em nossa cultura.
O empoderamento também está na representatividade das mulheres reais: os tradicionais corpos esquálidos, altos e de padrões inalcançáveis provocam reflexos físico e psicológicos em mulheres do mundo inteiro. Mostrar outros modelos de corpo – e de cabelo – embora pareçam, à primeira vista, questões superficiais, são atitudes que levam poder a meninas e mulheres espalhadas pelo planeta e que tanto se questionam sobre sua beleza.
É importante, ainda, enxergar essas mudanças de forma ampla: o empoderamento deve ser real e extensivo a todos os grupos, mesmo àqueles do qual eu não faço parte!
Empoderamento da mulher negra
Para a feminista e filósofa política Djamila Ribeiro, entender o empoderamento feminino exige a compreensão de que que o ser mulher acontece em diferentes esferas da sociedade. “Como as feministas negras historicamente têm nos ensinado, é necessário nomear as opressões, entender que mulheres partem de diferentes pontos de partida e que existem variadas possibilidades de ser mulher. Entender essas diferenças é essencial para o prosseguimento da luta feminista.”
Objetificadas desde os tempos da escravidão, as negras são as que mais sofrem com o machismo. Entre 2003 e 2015, por exemplo, enquanto a taxa de homicídios de mulheres brancas caiu 11,9% – passando de 3,6 para 3,2 por 100 mil – o número aumentou entre as negras, passando de 4,5 para 5,4 por 100 mil, um crescimento de 19,5%. As vítimas negras soaram 66,7% das mulheres assassinadas em 2013. Esses são dados que dizem muito sobre as diversas camadas da opressão na sociedade.
Ao propor ações de empoderamento, é necessário compreender com qual desses grupos se está estabelecendo um diálogo. Usar a linguagem correta, ligada à identidade social e cultural de cada um é fundamental, bem como compreender que os diferentes tipos de mulheres são atingidos de formas diversificadas pela cultura machista.
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Princípios de empoderamento feminino da ONU
Os impactos do empoderamento feminino e do feminismo passam por todos os setores da sociedade, promovendo melhoria da qualidade de vida de homens, mulheres e crianças, além de contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável.
A Organização das Nações Unidas (ONU) entende que esse crescimento também está relacionado às empresas, que devem incorporar em sua cultura de negócios valores e práticas que fomentem a equidade.
Com o objetivo de colocar em prática seus propósitos de um mundo melhor, em 2010, a entidade lançou, em parceria com o Pacto Global, os princípios de empoderamento das mulheres. Eles falam sobre pequenas ações e atitudes do cotidiano que podem fazer a diferença na vida de milhões de pessoas.
1: Liderança
Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
2: Igualdade de oportunidade, inclusão e não discriminação
Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
3: Saúde, segurança e fim da violência
Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
4: Educação e formação
Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
5: Desenvolvimento empresarial e práticas da cadeia de fornecedores
Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
6: Liderança comunitária e engajamento
Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
7: Acompanhamento, medição e resultado
Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.
ONU mulheres e feminismo
A ONU compreende tão bem a importância de tratar o feminismo nas diversas estratificações da sociedade, que possui uma subdivisão voltada especificamente para o sexo feminino. A ONU Mulheres, Entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres, foi criada em 2010 visando unir, fortalecer e ampliar os esforços globais para a defesa dos direitos humanos das pessoas do sexo feminino.
Com o legado de duas décadas de atuação do Fundo de Desenvolvimento das Nações Humanas para as Mulheres (UNIFEM), a organização dá apoio a articulações e movimentos feministas, incluindo aí os de mulheres negras, indígenas, jovens, trabalhadoras domésticas e rurais.
Os principais campos de atuação são a liderança e participação política das mulheres; empoderamento econômico; fim da violência; paz e segurança e emergências humanitárias; governança e planejamento; e normas globais e regionais.
A atuação acontece por meio de parcerias com a sociedade civil, os poderes executivo, legislativo e judiciário, instituições educacionais empresas e o próprio sistema das Nações Unidas, defendendo uma série de compromissos internacionais, em prol dos direitos das mulheres.
O marketing também está entrando na onda do empoderamento
As transformações sociais têm demandado das marcas uma nova postura em relação à cultura do empoderamento. Embora, em muitos casos, essa mudança seja uma exigência do mercado – para que as empresas atendam às necessidades dos consumidores e continuem se mantendo sustentáveis – algumas campanhas obtiveram bastante sucesso ao abordarem diferentes realidades e quebrarem padrões. Veja algumas:
Like a Girl (Always)
Lançado em 2015, no intervalo do Super Bowl (um dos eventos esportivos mais importantes e assistidos do mundo), o comercial faz a desconstrução da expressão “como uma garota”, usada comumente de forma pejorativa. Na campanha, lutar, correr ou fazer qualquer coisa como uma garota passa a ser visto como algo positivo.
Imagine possibilidades (Barbie)
A boneca mais famosa do planeta também fez um comercial empoderado. Voltada para as meninas com faixas de idade menor – aquelas que brincam de boneca – a campanha mostra que apresentar diferentes possibilidades para as mulheres quando elas ainda são crianças é uma forma de transformar o futuro.
#MyBeautyMySay (Dove)
A campanha de 2016 mostra nove diferentes mulheres falando sobre como venceram preconceitos e conseguiram se destacar nas carreiras. Entre as histórias apresentadas estão a de uma blogueira, uma advogada e uma boxeadora. O filme é forte e traz a mensagem de que as mulheres podem chegar onde elas quiserem.
Como o empoderamento beneficia toda a sociedade?
O empoderamento feminino é bom para todos. Ele ajuda a mudar a nossa sociedade, quebrar paradigmas e construir uma nova cultura, em que o mundo pode ser mais justo.
Dar poder às mulheres é garantir mais lideranças femininas nos diversos setores da sociedade, tanto em cargos governamentais, quanto nas empresas – que ganham novas possibilidades ao reconhecerem a capacidade e habilidade das mulheres em ocupar papéis de gestão.
As mulheres passam a ter mais voz e começam a enfrentar o medo da violência. Se antes elas sofriam caladas vários abusos, agora elas têm a coragem e a segurança de fazer denúncias sabendo que há órgão próprios para o atendimento desses casos.
Com mais direitos para todos, a sociedade é beneficiada de forma geral, por meio da construção de uma sociedade igualitária, justa e em constante transformação.
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